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6.4.2.2. LEPTOSPIROSE Causada por diversos sorovares da bactéria do gênero Leptospira. A leptospirose afeta animais e humanos, causando, principalmente, perdas por abortos em bovinos além de infecções disseminadas pelo organismo. A transmissão ocorre através da urina, parto, leite, abortos, mas principalmente através de roedores e animais silvestres infectados. A enfermidade apresenta-se geralmente de forma subclínica (sem sintomas facilmente detectáveis), particularmente em animais não lactantes e não gestantes. Manifesta-se clinicamente através de retorno ao cio (aborto precoce- o feto se mostra autolisado (destruído-desmanchado) indicando que houve morte algum tempo antes do aborto), queda na produção leiteira, mastites, natimortos, fetos prematuros e/ou fracos, subfertilidade ou infertilidade decorrentes de complicações. O diagnóstico é realizado de forma diferencial com outras formas de aborto, além de exames laboratoriais (principalmente da urina), dados clínicos e epidemiológicos. O tratamento através de estreptomicina visa impedir a septicemia (disseminação por todo o organismo), consequentemente controlando a contaminação do ambiente. A vacinação de todos os animais (em rebanhos de incidência alta) deve iniciar em todos os bezerros de 4 a 6 meses de idade, seguidas por vacinações anuais (sempre com vacinas que abrangem o maior grupo de leptospiras.). A primovacinação (1ª vez) precisa de um reforço com 3-4 semanas de intervalo. Como vacinação estratégica, pode ser realizada 1 (um) mês antes da estação reprodutiva.
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