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Nutricional
Minerais

Sanitário
vacinas
Vermes e Vermífugos
Os riscos do homem
Manejo Geral
Os lotes
A identificação
A Tropa
Sinuelos
Pastos e Sub-Divisões
Vacas amojadas
Recém nascidos
Mamando
Desmame
Estresse da desmama
Desmame precoce
Recria

castração
Manejo reprodutivo

Reprodução
Fertilidade
Fecundação
Sanidade na reprodução
Cuidados com os machos
Cuidados com as fêmeas
Principais
enfermidades

Brucelose
Leptospirose
IBR-IPV
BVD
Trichomonose
Campilobacteriose
Estação Reprodutiva
Estação reprodutiva de novilhas
Estação reprodutiva
de vacas

Primíparas
Descanso pós parto
Descarte
Idade
A infertilidade e o aborto
Habilidade materna
Reposição de matrizes
Eficiência reprodutiva
Diagnóstico de
gestação

Comentários

Introdução Assistência
veterinária

Cursos de I.A.
Inseminador

Embalagens de sêmen
Pellets
Ampola
Minitubo
Palheta média Palheta fina

0
0

Manejo com o botijão
Distribuição de temperaturas no botijão

Ovários
Trompas uterinas
Útero
Cornos uterinos
Corpo uterino
Colo ou cérvix uterina Vagina
Vulva

Puberdade
Ciclo estral

Pré cio
Reconhecimento do cio
Cio
Momento ideal de inseminacaor
Pós cio
Anestro fisiológico
Anestro
Puerpério fisiológico
Hemorragia de metaestro
Cio de encabelamento
Cio silencioso
Gestação
Intervalo parto-concepção
Intervalo entre partos

Com palheta média, palheta fina ou minitubo
Com ampola



16. CRUZAMENTOS

Nos últimos anos houve uma sensível evolução no rebanho brasileiro por dois motivos claros; a introdução do Zebú, no início do século e, posteriormente, o aparecimento das brachiárias, tornando possível criar gado nas mais diversas regiões.

As raças zebuínas por todo seu potencial "criatório" (rusticidade, fertilidade, precocidade, conversão alimentar, adaptação, etc.), ocupam há muito tempo, lugar de grande destaque, pois são a base do rebanho brasileiro e da grande maioria dos cruzamentos desenvolvidos no país, quer através de suas matrizes que a cada geração tem seu desempenho melhorado, através do constante trabalho de seleção e melhoramento desenvolvido pelas pessoas ligadas ao Zebú e à pecuária. Devemos trabalhar com os cruzamentos sem esquecer de proporcionar o desenvolvimento, o engrandecimento e a evolução da nossa raça Zebuína (seleção genética brasileira), uma vez que é a força de nosso potencial criatório, sendo reconhecida mundialmente (caracterizada pelo aumento constante das exportações do sêmen de Zebú)

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O Zebú se apresenta-se muito bem adaptado ao clima tropical, porém, falta-lhe potencial genético para algumas características de importância econômica. Características estas mais destacadas em algumas raças européias, e em condições favoráveis de ambiente e manejo.

Através da Inseminação Artificial, o cruzamento industrial torna-se viável e é uma arma fundamental para o produtor do Brasil moderno obter lucros.

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Os cruzamentos visam buscar em cada raça envolvida, suas características mais marcantes, buscando produzir animais mais eficientes e produtivos (através da soma das qualidades) em um menor espaço de tempo. Tem como conseqüência desejável a combinação de méritos genéticos de diferentes raças em um único indivíduo, a produção de heterose ou vigor híbrido (choque de sangue) ou ainda, a possibilidade de incorporação de material genético desejável de forma rápida, expressa pelo aumento da produtividade e velocidade do ganho de peso, da precocidade, da fertilidade, da habilidade materna, entre tantas outras vantagens.

O importante é conhecer em cada raça suas características mais marcantes, e através do objetivo proposto, escolher aquelas que mais atendam às suas necessidades, e que mais se completem, teoricamente. Lembrar que não há nenhum sistema nem combinação de raças que seja adequado a todos os rebanhos ou sistemas de produção. Ainda que se faça cruzamento entre raças, a produção mais eficiente, teoricamente, obtem-se sempre que ambos (matrizes e touros) sejam os mais heterogênicos (diferentes em suas características genéticas) possíveis e geneticamente melhoradores (ex: raças taurinas (europeu) X raças zebuínas (zebú).

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Deve-se tomar cuidado com "consangüinidade" e "heterogenicidade", saber se usa, quando e como usar uma ou outra opção.

São vários os sistemas de cruzamento, mas basicamente todos visam a produzir indivíduos que atendam a todas as exigências do mercado regional, e que estejam prontos para produzir (leite, carne ou outro) no menor espaço de tempo, procurando maior entendimento das relações existentes entre genótipo (conjunto de gênes de um indivíduo) e ambiente dentro de sistemas de produção que sejam sustentados a médio e longo prazo.

O cruzamento não é mistura de raças, mas sim, deve partir de um planejamento onde será previamente definido o "objetivo final do criador", sendo esse o ponto de partida, para a escolha das raças e posteriormente dos indivíduos dentro de cada raça.

Após a escolha da raça, deve-se procurar identificar os animais melhoradores para esta ou aquela característica. Portanto, a escolha do reprodutor e a seleção de matrizes vão formar a combinação certa na dose indicada.

Com o advento da sexagem (ainda em estudo para selecionar macho ou fêmea) do sêmen, mais importante será o uso da Inseminação Artificial, pois várias vantagens se somarão.

O complexo "cruzamento industrial" é uma expressão bastante clara na sua idéia base, mas não se pode perder o controle quando de seu andamento (F1, 2ª geração, 3ª geração...).

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Muitas raças de grande mérito genético, caíram no descrédito (ou deram lugar a outras tentativas), quanto aos resultados esperados, por vários motivos, inclusive pelo uso até de "reprodutores 1/2 sangue" (vulgarmente chamados "bois de bola"), por criadores menos avisados.

O uso de reprodutores (sêmen) sem correta orientação pode ocasionar resultados não desejáveis como a segregação (aparecimento de características animais não desejáveis, onde a disparidade está acentuada, formando lotes sem uniformidade em sua progênie); peso elevado ao nascer; baixo peso da progênie a desmama; F1 com pouca precocidade; etc...

Portanto, reprodutores utilizados em cruzamentos devem ser preferencialmente P.O. (puros de origem), para se conseguir obter o máximo da heterose (vigor híbrido ou choque de sangue). O sucesso dos programas de cruzamentos depende fundamentalmente de conceitos técnicos bem aplicados.

Alguns requisitos devem ser avaliados para a introdução do cruzamento, tais como: clima, solo, topografia, mercado comprador, condições do meio ambiente, objetivo, sistema de produção, uso da Inseminação Artificial, nível gerencial, nível operacional, quantidade de animais envolvidos, qualidade e disponibilidade dos pastos, custo x benefício, etc., etc., etc..

Paralelamente aos cruzamentos está a importância da seleção como método de melhoramento genético. A seleção, além de melhorar as raças puras, tem de ser componente integrante dos programas de cruzamento.

Há de se tomar cuidado para escolher raças com o maior grau de adaptabilidade, para esta ou aquela condição climática, de pastagem, manejo (ou seja, todas as variáveis), caso contrário, haverá necessidade de se promoverem inversões tantas, que tornem o cruzamento um argumento inviável em detrimento do aumento do custo de produção.

Sistemas de produção onde a pastagem é a principal fonte de alimentação do rebanho, o tamanho e a produção de leite são fatores de suma importância na eficiência de produção, uma vez que vacas com maior produção de leite produzem bezerros mais pesados à desmama e ao abate, entretanto, para suprirem suas necessidades de mantença e produção, necessitarão de maior área de pastagem/consumo alimentar, podendo não ser as mais eficientes.

Para cada situação, o criador deve ter em mente respostas para perguntas como:

O que estou buscando ?

O que fazer com a F1 (primeira filiação, resultado do 1º cruzamento) ?

O que fazer com a 2ª geração (segunda filiação, resultado do 2º cruzamento) ?

Qual o meu mercado consumidor ?

Fazer cruzamento maternal ?

Fazer cruzamento terminal ?

Fazer thee-cross ?

Fazer retrocruzamento ?

Em minha condição de pastagem e manejo, que raça ou cruzamento pode melhor se adaptar ? Etc.,etc.,etc..

Para um maior entendimento, as raças bovinas de corte podem ser divididas em quatro grandes grupos, que são:

  1. Raças Britânicas;
  2. Raças Européias de grande porte;
  3. Raças Zebuínas;
  4. Raças Européias Adaptadas.

Os programas de cruzamento podem ser de quatro tipos, basicamente, e todos visam a complementação, sendo melhor aproveitadas as características desejáveis de cada raça, sendo da maior importância o efeito cumulativo pelo acréscimo na produção:

  1. Cruzamento para a formação de novas raças. Soma as vantagens que as duas raças já formadas podem ter, fixando um determinado grau de sangue, evitando ao máximo a consangüinidade (parentesco).
  2. Cruzamento para absorção de uma raça. Feito pela introdução de um reprodutor de uma determinada raça numa região a partir das matrizes já existentes, cruzando de forma contínua até chegar ao grau de sangue chamado "puro por cruza" (P.C.).
  3. Cruzamento para melhoramento de uma raça, ou retro-cruzamento. Retorno à raça inicial introduzindo-se em uma geração alguma característica desejável de outra raça.
  4. Cruzamento industrial. Assim conhecido por visar o aumento de produção e produtividade, através de um indivíduo destinado a atender a todas as exigências do mercado consumidor e que esteja pronto no menor espaço de tempo, estando ainda sub-dividido em terminal e maternal (rotacional).

O Cruzamento Terminal busca o máximo de heterose já na primeira filiação (F1 - visando o objetivo no menor prazo possível e na melhor condição), onde machos e fêmeas são destinados ao abate ou ainda vendendo os produtos a recriadores e terminadores (neste caso o criador necessitará de compra ou um outro programa para a reposição de matrizes);

O Cruzamento Rotacional pode ser realizado com duas raças onde ocorre alternância contínua sem limite de gerações; com uma terceira raça (com características terminais) formando o three-cross (2ª geração - onde machos e fêmeas são todos destinados ao abate ou a comercialização); ou ainda mais raças. O Cruzamento Maternal visa o aproveitamento de toda F1 como matrizes, sendo assim as raças escolhidas para formar a primeira filiação devem ter requisitos de fertilidade, habilidade materna, precocidade sexual, tamanho médio e adaptabilidade para terem eficiência máxima de produção.

Somente a Inseminação Artificial proporciona, a baixos custos, a possibilidade de utilização de sêmen de reprodutores provados das mais diversas raças e origens para obter maior proveito dos cruzamentos.

17. ESCOLHA DE MÉRITO GENÉTICO

Com o passar dos tempos, aumentou a necessidade de maior competitividade da produção com qualidade, modificando sistemas de criação na esperança de respostas que venham a atender a demanda de mercado. A seleção (processo de eleger indivíduos que, após serem avaliados e identificados como geneticamente superiores, passam a compor a porção ativa nos acasalamentos da população) de animais mais "eficientes" e adaptados aos diversos meios de criação, tem sido uma constante busca, assim como o aumento da pressão de seleção sobre a fertilidade dos touros tem ganho destaque.

Os valores mudaram (e estão mudando), e hoje a procura por indivíduos geneticamente superiores para características econômicas é maior do que por aqueles com somente características raciais.

O uso somente de reprodutores provados é uma opção correta, mas no futuro bem próximo a escolha será pelo mapa genético (DNA). Enquanto isso, devemos nos contentar e somente utilizar sêmen de touros provados, o que já é um grande passo para a seleção e ganho de mérito genético.

A expressão usada por algumas pessoas ditas "antigos", que diz: "touro de milhão em vaca de tostão," hoje traduzida por várias siglas, serve para enfocar a necessidade da escolha certa dos chamados "reprodutores".

Na escolha de sêmen ou de reprodutores devemos nos atentar, principalmente, para as DEPs e sua Acurácia.

DEP é a diferença esperada na média de performance de futuras progênies de dado touro em relação as médias das progênies dos outros touros que participaram da avaliação para esta ou aquela característica (Ex. PN, PD, GP, etc...).

Acurácia é o grau de certeza de uma determinada informação, ou seja, reflete o quanto um valor estimado está próximo do valor real. Quanto mais alta é a acurácia, maior é a precisão dos resultados finais. É considerada alta acima de 75%, média entre 50% e 75%, ruim abaixo de 50%. Sem esquecer das outras avaliações (características) de elevada importância como o perímetro escrotal entre outros tantos.

Comprar ou usar sêmen colhido em "fundo de quintal", sem nenhuma informação genética e de produção, com certeza trará prejuízos inumeráveis.