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Nutricional
Minerais

Sanitário
vacinas
Vermes e Vermífugos
Os riscos do homem
Manejo Geral
Os lotes
A identificação
A Tropa
Sinuelos
Pastos e Sub-Divisões
Vacas amojadas
Recém nascidos
Mamando
Desmame
Estresse da desmama
Desmame precoce
Recria

castração
Manejo reprodutivo

Reprodução
Fertilidade
Fecundação
Sanidade na reprodução
Cuidados com os machos
Cuidados com as fêmeas
Principais
enfermidades

Brucelose
Leptospirose
IBR-IPV
BVD
Trichomonose
Campilobacteriose
Estação Reprodutiva
Estação reprodutiva de novilhas
Estação reprodutiva
de vacas

Primíparas
Descanso pós parto
Descarte
Idade
A infertilidade e o aborto
Habilidade materna
Reposição de matrizes
Eficiência reprodutiva
Diagnóstico de
gestação

Comentários

Introdução Assistência
veterinária

Cursos de I.A.
Inseminador

Embalagens de sêmen
Pellets
Ampola
Minitubo
Palheta média Palheta fina

0
0

Manejo com o botijão
Distribuição de temperaturas no botijão

Ovários
Trompas uterinas
Útero
Cornos uterinos
Corpo uterino
Colo ou cérvix uterina Vagina
Vulva

Puberdade
Ciclo estral

Pré cio
Reconhecimento do cio
Cio
Momento ideal de inseminacaor
Pós cio
Anestro fisiológico
Anestro
Puerpério fisiológico
Hemorragia de metaestro
Cio de encabelamento
Cio silencioso
Gestação
Intervalo parto-concepção
Intervalo entre partos

Com palheta média, palheta fina ou minitubo
Com ampola



6.4.3.2. ESTAÇÃO REPRODUTIVA DE VACAS

O início da estação reprodutiva vai depender de qual época se deseja que aconteçam os nascimentos e a desmama, uma vez que a gestação leva nove meses e meio, ela deve ter seu início programado por igual período antes da primeira parição.

A estação reprodutiva deve-se concentrar nos períodos de melhor fornecimento de alimentos, uma vez que as exigências nutritivas para reprodução são altas, assim o nascimento ocorre nos períodos secos onde a incidência de doenças é menor.

Recomenda-se uma estação de monta curta, como modelo ideal, de aproximadamente 3 meses, sendo os mais recomendados entre novembro, dezembro e janeiro.

Para novilhas aconselho iniciar com a estação reprodutiva, de 25 a 45 dias antes do que as vacas.

Na estação reprodutiva, com a Inseminação Artificial associada ao repasse com touro, costuma-se utilizar os primeiros 25 ou 45 ou 65 dias apenas com Inseminação Artificial (a fêmea tem condições de apresentar 1 ou 2 ou 3 cios), e após este período, as matrizes seriam colocadas com touro para os chamados repasses, por períodos também variados.

Em condições extensivas de criação, normalmente, os touros ficam com as vacas o ano inteiro, ocorrendo a concentração das parições em agosto e setembro, o que corresponde a concentração de cios férteis durante o período de novembro e dezembro.

A redução do período reprodutivo deve ser feita de forma gradual, eliminando-se, a cada ano, de 1 a 2 meses até atingir-se a duração ideal, variando de propriedade para propriedade.

Com uma "pressão de seleção" maior (eliminação de animais pelos mais variados motivos) pode-se melhorar esse tempo, sem ocorrer perdas, pois uma vez com o valor econômico do descarte, adquirir (fazer a reposição) novas matrizes (novilhas, vacas paridas e/ou prenhes).

Normalmente quando a estação reprodutiva é muito longa, isto nos indica que não só este fator deve ser corrigido, na determinada propriedade, pois sempre está associado a várias outras formas de manejo não tão adequadas.

A implantação da técnica de Inseminação Artificial em fazendas sem estação reprodutiva definida pode ser feita de forma rápida através da seleção de matrizes e formação dos lotes, pastos reservados, treinamento de mão-de-obra (formação de inseminacaodores), preparação de rufionas e aquisição de materiais.

As demais condições, a grande maioria das propriedades possui, mas não devemos esquecer que cabe ao Veterinário (após observar e analisar a propriedade como um todo) a palavra técnica final, assumir assim posição decisiva para o sucesso ou o fracasso da implantação da técnica de I.A.

O estabelecimento de duas estações de monta durante o ano, para vacas, normalmente não se justifica, pois, considerando que o manejo e a alimentação são semelhantes para todas as vacas, estaríamos premiando aqueles animais de baixa eficiência reprodutiva, que não conceberam durante o período desejado.

Mesmo com a redução do intervalo entre partos, estaríamos fazendo uma seleção negativa para fertilidade, além do que , os nascimentos resultantes da chamada "estação de inverno" ocorreriam na estação das águas, o que não é aconselhável, e, as práticas de manejo se estenderiam ainda por longo período no ano.

CUIDADOS COM A VACA LEITEIRA

Antes da bezerra nascer, a vaca deve ser “secada” e bem alimentada.

Os cuidados com a criação da novilha devem começar 60 dias antes do parto, quando a vaca necessariamente deve ser secada e receber uma atenção especial pelas seguintes razões:

O período de maior crescimento do feto se verifica exatamente nos últimos três meses antes do parto. Nessa fase, há uma grande demanda de nutrientes (proteína, energia, minerais, etc...) para completar a formação do feto, o que determina um acentuado aumento dos requerimentos nutritivos da  vaca. Aproximadamente 70% do total de proteína requerida para a formação do corpo do feto e quase a totalidade dos minerais são mobilizados no terço final da gestação.

Esse grande desenvolvimento do feto na fase final da gestação faz com que o útero passe a ocupar um enorme espaço no abdômen da vaca. Por essa razão, o espaço normalmente ocupado pelos compartimentos estomacais fica muito reduzido, diminuindo de forma acentuada a capacidade de consumo de alimentos volumosos.

Ocorre então a seguinte situação: no mesmo período em que aumentam os requerimentos nutritivos para completar a gestação, a vaca passa a comer menos alimentos volumosos porque a sua capacidade de consumo está reduzida. Se o produtor insistir em ordenhar a vaca, estará desviando, através do leite, uma grande quantidade de nutrientes com prejuízos ao desenvolvimento do feto e à futura lactação da vaca. Por isto, a regra é a seguinte:

Secar a vaca 60 dias antes do parto e nos últimos 15 dias fornecer um a dois quilos de alimentos concentrados com 18% de proteína.