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Nutricional
Minerais

Sanitário
vacinas
Vermes e Vermífugos
Os riscos do homem
Manejo Geral
Os lotes
A identificação
A Tropa
Sinuelos
Pastos e Sub-Divisões
Vacas amojadas
Recém nascidos
Mamando
Desmame
Estresse da desmama
Desmame precoce
Recria
castração
Manejo reprodutivo

Reprodução
Fertilidade
Fecundação
Sanidade na reprodução
Cuidados com os machos
Cuidados com as fêmeas
Principais
enfermidades

Brucelose
Leptospirose
IBR-IPV
BVD
Trichomonose
Campilobacteriose
Estação Reprodutiva
Estação reprodutiva de novilhas
Estação reprodutiva
de vacas

Primíparas
Descanso pós parto
Descarte
Idade
A infertilidade e o aborto
Habilidade materna
Reposição de matrizes
Eficiência reprodutiva
Diagnóstico de
gestação

Comentários

Introdução Assistência
veterinária

Cursos de I.A.
Inseminador

Embalagens de sêmen
Pellets
Ampola
Minitubo
Palheta média Palheta fina

0
0

Manejo com o botijão
Distribuição de temperaturas no botijão

Ovários
Trompas uterinas
Útero
Cornos uterinos
Corpo uterino
Colo ou cérvix uterina Vagina
Vulva

Puberdade
Ciclo estral

Pré cio
Reconhecimento do cio
Cio
Momento ideal de inseminacaor
Pós cio
Anestro fisiológico
Anestro
Puerpério fisiológico
Hemorragia de metaestro
Cio de encabelamento
Cio silencioso
Gestação
Intervalo parto-concepção
Intervalo entre partos

Com palheta média, palheta fina ou minitubo
Com ampola



7. INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL

7.1. INTRODUÇÃO

A situação atual do pecuarista mostra que nunca esteve tão difícil de produzir. Mas na verdade o que se tornou inviável é continuar produzindo através de métodos convencionais.

Baixar custos de produção, adotar novas tecnologias produtivas, inovar para melhor produzir, são alguns dos novos "chavões" da moderna pecuária, e que fazem parte das novas regras de mercado. Aquele que não se adequar, fatalmente ficará à margem do progresso e cada vez mais pobre.

A meta atual, mais que nunca, visa essencialmente o lucro, através da relação custo x benefício.

O criador, assim como em outras atividades, se não for esclarecido ou devidamente informado, corre riscos de se auto-medicar com remédios que poderão não lhe fazer bem, na forma de decisões equivocadas devido ao fato de, a cada dia, estar sendo municiado de argumentos e informações sobre como administrar o seu "negócio". Além da quantidade de informações, deve levar em conta a origem e a qualidade das mesmas, procurando separar a técnica do simplesmente comercial. Precisa manter-se constantemente atualizado em todas as inovações tecnológicas relativas ao que busca produzir.

7.2. ASSISTÊNCIA VETERINÁRIA

Por se tratar de um método de reprodução totalmente realizado pela mão do homem, há necessidade de adoção de meios extremamente corretos. A orientação e assistência veterinária são condições indispensáveis para qualquer programa de Inseminação Artificial.

Muitas fazendas obtiveram maus resultados nos trabalhos de inseminacaoção artificial devido ao não cumprimento desta exigência, levando muitos usuários ao descrédito na técnica. Possíveis falhas que, porventura possam vir a ocorrer, devem ser corrigidas em tempo, a fim de se evitar um prejuízo maior.

É importante que antes do início do programa, todas as fêmeas teoricamente aptas a reprodução sejam submetidas ao exame de seus órgãos reprodutivos a fim de detectar possíveis gestações indesejadas, anomalias do aparelho reprodutivo, ou outros.

As vacas inseminacaodas devem, em tempo hábil, ser submetidas ao diagnóstico de gestação. Porém o valor da assistência técnica está no minucioso exame de fêmeas que não apresentam bom desempenho, assim como fêmeas que receberam duas doses de sêmen e retornaram em cio novamente, devem ser analisadas, pois, a técnica pode estar sendo empregada de forma incorreta. Se estas matrizes não estiverem em condições nutricionais adequadas podem estar sofrendo de alguma enfermidade, ou com problemas anatômicos ou ainda fisiológicos, ou ..... Desta forma cabe ao Veterinário definir o destino das mesmas.

A natalidade do rebanho pode ser drasticamente reduzida se a técnica não for corretamente aplicada.

Assim, fêmeas paridas com mais de 90 dias sem manifestação de cios, vacas com cios irregulares, vacas com infecção, vacas que não entram em cio, vacas repetidoras de cio, dentre outras alterações, devem ser avaliadas e acompanhadas pelo Veterinário para as providências necessárias.

Inseminador, Veterinário e proprietário devem procurar alcançar objetivos comuns. Para isto, é preciso que, entre eles, haja perfeita harmonia definindo assim o sucesso do programa.

7.3. CURSOS DE I.A.

Cada vez se torna mais que necessário o treinamento e a reciclagem dos inseminacaodores, uma vez que, a cada dia, mais e mais fazendas ingressam nos programas de Inseminação Artificial, independente do tipo de exploração pecuária.

Para tal, há no Brasil inúmeros pontos, situações, em que isto possa ocorrer de forma segura ao bom andamento dos projetos, liberando para o trabalho pessoas já capacitadas, mesmo que de forma ainda um pouco insegura.

Tanto a nível de "centrais de inseminacaoções", quanto de associações, cooperativas, órgãos públicos, empresas privadas, sindicatos e profissionais autônomos, os cursos ministrados, ou mais ou menos completos, todos capacitam inseminacaodores a exercerem esta atividade.

Pelo fato da técnica ser tão simples, pode ser empregada por homens e mulheres incluindo deficientes.

Juntando-se todas as pessoas interessadas, os cursos podem ser ministrados em fazendas, dando-se teoria e a prática, em um ambiente que, além de econômico, todos sentir-se-ão mais à vontade e com liberdade para tirarem as dúvidas.

Hoje, é prática comum os cursos serem ministrados a nível de propriedade, onde podem ser abordados assuntos específicos sobre aquelas condições de manejo, compatíveis com a fazenda em questão.

Observar de manter acompanhamento do Veterinário, principalmente no primeiro ano de trabalho de um inseminacaodor que, por sua vez deve inicialmente participar de um programa onde haja outro inseminacaodor que possua muita prática.

7.4. INSEMINADOR

Como quarto item de nossa tradicional equação, temos o inseminacaodor que constitui-se em peça fundamental. De sua condição de trabalho, interesse, responsabilidade, preparo e higiene, vão depender, em grande parte, os resultados.

Interesse:

Como em qualquer profissão, esta é a característica mais importante do profissional que se dedica a obter bons resultados.

Quando o inseminacaodor gosta de seu trabalho, ele procurará realizar, com o máximo de cuidado e interesse, todas as recomendações recebidas durante o curso, assim como todas as orientações do Médico Veterinário, procurando sempre identificar as suas falhas e maneiras de desempenhar com êxito suas funções.

O inseminacaodor deve ser honesto consigo mesmo, com o Veterinário e com o seu empregador.

Se o inseminacaodor não gostar do serviço que está realizando, deve comunicar ao seu superior, e não simplesmente realizá-lo com desinteresse, prejudicando assim, todo um programa causando enorme prejuízo.

Cabe ao seu superior, identificar aqueles profissionais que possam apresentar essa qualidade imprescindível.

De um modo geral, o bom peão ou retireiro que gosta do trabalho com os animais, calmo e trabalhador, desenvolverão com êxito a Inseminação Artificial.

Responsabilidade:Característica também comum ao bom profissional;

Somente o inseminacaodor interessado e responsável poderá desempenhar com precisão as funções de observação de cio, inseminacaor as vacas em horário correto, ter cuidados no manuseio dos materiais além de rapidez e precisão no momento da aplicação do sêmen.

Todo o Inseminador para ter sucesso deve ser rigoroso no horário das observações de cio e de inseminacaor, anotando todas as ocorrências e dúvidas verificadas em seu trabalho, procurando esclarecê-las com o Veterinário.

Esteja lúcido ao fazer a Inseminação.

Não mudar por conta própria o método que lhe foi ensinado, mas, sim, seguir a orientação do Veterinário.

Preparo:

É básico e fundamental que o inseminacaodor seja bem preparado e participe de cursos de reciclagem.

Esse é o objetivo maior dos cursos de treinamento de Inseminadores que são ministrados nas centrais de congelamento de sêmen, escolas técnicas, entidades governamentais, universidades, a nível de campo (nas próprias fazendas), geralmente, onde os programas de Inseminação Artificial serão implantados.

Não tenham dúvidas de que o êxito dos programas de Inseminação Artificial dependerá fundamentalmente do esforço e dedicação de cada um!

Higiene:

Se no momento da Inseminação Artificial o inseminacaodor não tiver os cuidados básicos de higiene, pode incorrer em maus resultados. É preciso, pois, que a higiene seja muito bem observada em todos os trabalhos. Para que seja explicado de forma mais fácil, dividirei esses cuidados em quatro etapas, a saber:

Higiene pessoal do inseminacaodor:

Mãos limpas, unhas muito bem cortadas e, se possível, um avental para ser usado somente durante os trabalhos de Inseminação Artificial.

Higiene do animal:

A tradicional idéia de "fazer a limpeza do reto do animal, e, em seguida, lavar com água a vulva da vaca no sentido de cima para baixo, para evitar a entrada de água na vagina, é o ideal (opcional).

Logo após, secar bem a vulva com papel toalha ou higiênico" (opcional).

Higiene das instalações:

O local das inseminacaoções deverá ser mantido sempre limpo. Também limpos devem estar o cômodo e os demais equipamentos utilizados nas inseminacaoções.

Higiene com o material utilizado:

Todo o material deverá ser manipulado com muito cuidado, para evitar contaminações durante a Inseminação. Um cuidado importantíssimo é com relação às pipetas e bainhas apresentadas em embalagens plásticas.

Lembrar que a vulva deve ser bem aberta até a completa penetração do aplicador na vagina.

É importante manter um latão de lixo para colocar todo o material descartável.

Costumo dizer que inseminacaodor bom, não custa, vale!