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8. SÊMEN
O conjunto de elementos que vem embalado de diversas formas para uso, que é comumente chamado de sêmen, está formado por: Elementos figurados: - espermatozóide - células diversas Elemento não figurados; - água - substâncias orgânicas - sulfato - fosfato - açúcares - etc. O espermatozóide, a grosso modo, é assim formado: - Cabeça: em forma de pêra, contendo núcleo. - Colo: forma a região central. - Cauda: com função propulsora (movimento). Características do sêmen: - Volume: varia de acordo com a raça, regime alimentar, regime sexual, idade, indivíduo, etc. Aproximadamente de 0,5 a 15 ml ( média 4ml). - Cor: geralmente o branco- marmóreo, podendo variar com a qualidade, misturas ( sangue, pús, etc.). - Aspecto: geralmente cremoso ou leitoso, podendo variar com idade etc... - Odor: característico. O sêmen envasado nas grandes centrais de congelamento passa por criteriosas avaliações através de alta tecnologia. São realizadas inúmeras provas antes e depois do descongelamento, tais como: - PH . - Volume. - Concentração. - Turbilhonamento. - Vigor. - Motilidade. - Integridade do acrossoma. - Termoresistência. - Bacteriologia. - Exames morfológicos. - Rotulagem. - Envasamento. Sua comercialização somente deve ocorrer após a completa realização destes testes, o que nos garante um produto de boa qualidade, para obtermos bons índices reprodutivos. A sexagem do sêmen (através de técnica laboratorial onde se pode separar somente espermatozóides para a produção de machos ou fêmeas; ainda em estudo avançado) estará presente em muitos rebanhos, proporcionando ainda mais benefícios aos usuários da Inseminação Artificial. 8.1. EMBALAGENS DE SÊMEN Vários foram os tipos de embalagens utilizadas para o acondicionamento de sêmen bovino, cabendo-nos citar algumas. 8.1.1. PELLETS: Com formato de gota achatada, do tamanho de um grão de feijão, que precisa ser diluída em meio especial no momento de seu uso. Apresenta muitas desvantagens, mas a principal delas é que não se pode identificar de que animal é o referido sêmen, sendo por esta razão proibida a sua comercialização. Além disso existem muitos riscos de contaminação durante sua manipulação, o que limita o seu uso. 8.1.2. AMPOLA: São embalagens de vidro neutro com volume igual a 0,8cc. É um termo consagrado, e foi amplamente utilizada tanto que costuma-se dizer até hoje que "tenho tantas ampolas de sêmen...", quando na realidade quer dizer "doses" de sêmen. Ainda hoje existe muito sêmen armazenado em ampolas. É bom lembrar que a genética também evolui, portanto o mérito genético deste sêmen já pode ter sido superado para esta ou aquela característica. 8.1.3. MINITUBO: São tubos plásticos com capacidade de 0,3cc de sêmen. Foi muito utilizada no Brasil, mas com pouca aceitação e logo desprezada dando lugar a novas embalagens, tais como a palheta fina e a palheta média. 8.1.4. PALHETA MÉDIA Lançada com muito sucesso, substituindo as ampolas, é hoje mundialmente utilizada em função das suas várias vantagens apresentadas sobre os demais tipos de embalagens. É um canudo plástico de composição especial, com 133 mm de comprimento, 2,8 mm de diâmetro, com volume de 0,54cc. de sêmen. Apresentada em diversas cores, possibilita a identificação e/ou raça do reprodutor. Esse tipo de embalagem apresenta vantagens na industrialização do sêmen permitindo um sensível aumento na produção. Sua identificação ou rotulagem, assim como o seu fechamento podem ser perfeitos. Uma de suas extremidades é fechada com algodão hidrófobo especial e com talco polivinílico que se gelatiniza formando uma bucha no momento em que o sêmen é aspirado para o interior da embalagem. A outra extremidade é fechada pelo processo de ultra-som (esmagamento por vibrações). Outra vantagem da palheta média é com relação à estocagem, que é sensivelmente aumentada quando comparada com ampolas, por exemplo. Porém, sua maior vantagem, motivo de sua aceitação, está na facilidade de utilização (juntamente com a palheta fina), extremamente simplificada em comparação com outros tipos de embalagens. Seu uso tem risco de acidentes praticamente zero, em razão do material plástico utilizado. O aproveitamento da dose de sêmen no momento da Inseminação Artificial é total, além de sua assepsia, o material fecundante sai direto da palheta média para o interior dos órgãos genitais da vaca. Sua vantagem de utilização só é superada pela palheta fina. 8.1.5. PALHETA FINA: Embalagem plástica com capacidade para 0,25cc de sêmen, é amplamente utilizada em outros países. No Brasil é pouco utilizada mas, pela evolução dos métodos de diluição, congelamento e descongelamento, assim como constantes trabalhos a nível de laboratório e campo, além de sua maior capacidade de armazenamento e descongelamento mais uniformes, acredita-se que num futuro bem próximo, a grande maioria do sêmen será envasado em palheta fina. Há necessidade de maior cuidado com seu manuseio, uma vez que descongela bem mais rápido.
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